março está sendo um mês de muitas revelações, e reflexões também. Não só na minha vidinha medíocre, quanto aos que estão à minha volta.
Meu cunhado, um rapaz totalmente digamos “ conservador” assumiu ser gay. E isso foi um baque na família ultra Power conservadora. Os pais estão devastados. Não ofenderam ou brigaram, apenas ouviram e choraram. Eu mesma estou chocada. - mas a vida e as escolhas não são minhas.
Neste incrível buraco sem fundo que se chama mundo.
Fugi de casa. Peguei um corta vento, cigarros, isqueiro, chave, e o telefone. Andei até o centro da minha cidade. Minha coluna ( a maldita hérnia de disco) ardia, as pernas bambas por subir e descer morros.
Quando cheguei na praça me sentei num lugar com sombra, e que ELE não me achasse, fumei vários cigarros. A boca estava tão seca que rachava. Mandei sos pra uma amiga, ela correu para aonde eu estava. Quando me viu, me enfiou nos peitos dela eu chorei feito uma criança que a mãe negou o doce.
Conversamos, ela odeia cigarros e álcool. Mas neste dia nao falou nada. Resolvemos sair do município, pegamos um Uber e fomos para o local de sempre. Shopping bem meia boca, mas acolhedor. Comemos um lanche. Ainda era cedo não queria voltar, vimos um filme. Só tinha 3 pessoas na sala, com a gente dava 5. Foi muito lindo, chorei muito
Toda hora olhava o telefone para saber se ELE havia me mandado mensagem, mas absolutamente nada.
Quando era tarde, pegamos um Uber e voltamos. Cheguei em casa encontrei o divo esquentando comida no microondas. Surtei. Depois tomei uma cartela de um antidepressivo, fiquei imóvel no chão, ranhenta, chorando e berrando
O remédio nem fez cócegas, minha mãe chegou em casa, e me tirou do chão. Falou verdades duras. Bem duras
Concordamos que íamos tentar mais uma vez.
Sempre dá pra piorar sabiam?
No sábado minha mãe estava no ponto de ônibus, esperando o maldito busão. Ela vê um povo mexendo em uns lixos, e falando coisas desconexas. Pareciam zumbis quando ela me descreveu.
Tinha outras mulheres, mas eu moro num país, num estado, aonde se você tem problema, ele é todo seu.
Um noia, sim, NOIA quase segurou no pescoço da minha mãe para enforca-la mas ela foi ágil desviou e bateu nele com a mochila. Gritava - Sai daqui.
Ninguém se moveu para ajudar minha mãe. Quando ela me contou foi 2° surto. Dei vários socos na minha cabeça,.beijava a mão dela e chorava, descontroladamente.
Resumo: a culpa é toda minha, se eu estivesse trabalhando, se fosse um serviço que ganha dinheiro, ela não precisaria disso.
Eu mereço morrer. Eu mereço ser atacada e enforcada. Não ela. Nunca estive tão convicta de que a morte é a única saída e entrada. Tenho passado algumas horas pesquisando maneiras. Fiz cartas. Estou exausta. Cansada. Esgotada. Não mereço nada dessa vida, não tenho nada que me orgulhar. Tenho causado mal para aqueles me amam.
Eu deveria apenas morrer na minha insignificância.
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