quinta-feira, 16 de abril de 2026

Viciada 🚨🛑

 

ESTE POST DEVE E TEM GATILHOS ( MELHOR LER OUTRO POST ) 📣🚷⚠️☢️


São dias difíceis, dias corridos, dias monótonos dias aonde abrir o olho é uma luta completa. 

4 comprimidos descem pela minha garganta, minha boca está seca, o estômago ronca. Vejo a minha garrafa de água sedenta por uma água. São 3h30 levanto em pulo, e penso “ tenho matéria pra estudar”. Sozinha, na cozinha, para não atrapalhar ninguém. A casa geme, estrala, os roncos são fortes.

as patas da gata fazem um silêncio acolhedor, se eu levanto lá está ela me fazendo companhia. Como se tivesse algo na escuridão pronta pra me pegar

 Sinceramente queria f1, e deixar a mente mais leve. Mas a mulher que se diz minha mãe, odeia qualquer tipo de fumaca. Nem mesmo o cigarro eu posso. E meu pod está quase no final. Nao tenho 1 puto pra comprar outro. 

1 garrafa de água gelada, e a caneta desliza freneticamente pelo papel. Quando já é 15 pras 5,minha mãe desce repetindo todo santo dia a mesma porcaria de frase — aí mais um dia de trabalho, aí que dor, aí estou cansada, aí não sei o que. 

Sempre a mesma palavra.

respiro fundo, e continuo fazendo minhas coisas. Ela se senta na minha frente e começa a falar sobre as porquisses que a patroa dela faz. Eu queria dizer — se você não ficar quieta, não absorvo a porcaria da matéria. Mas fico quieta. 

ela passa um café, e empurra um xícara. Tomo o café e enquanto estou na pausa, vejo as notícias. ★ vorcaro/ lula/ Flávio Bolsonaro/ mulheres morrendo por feminicidio/ calor/ INSS/ ★ 

Respondo baixo — que porra. 

fico ali até às 8h e alguma coisa. Penso em limpar a parte de baixo. Mas me obrigo a subir as escadas e deitar do lado do Lucas. Ele me abraça e pergunta aonde eu estava — respondo, a mesma coisa estudando

 Ele me abraça e eu desejo virar o pote inteiro de clonazepam. Para ficar absorta no meu mundo inferior e detestável.

Queria dormir. Dormir muito.

enquanto isso uma lâmina desliza de uma caixa e eu escondo dentro de um ursinho. Aliso as enormes cicatrizes e penso, eu rasgaria a pele a ponto de ver nervos e ossos, e sangue saindo e descendo como uma cascata de vermelho vivo. 

Eu não sou doente. 

Eu sou a doença. 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Ridiculamente Nervosa

 



Dei uma pausa no que estava fazendo para dizer: Oi voltei aos padrões de antes, pulseiras, chás, café. Não é nada demais, mas o pinterest esta esfregando na minha cara o quanto a galera nova esta esquelética  e eu bom, rolando. 

O tik tok tem sido um tiro de 12 na minha alma. Meninas extremamente magras, sabe aquele magra que você pensa, deve usar crac*, pois é... deparei com uma guria assim. Todos os meus ossos e gorduras se contorceram. NÃO DEVE SER DIFICIL. 

Comida sempre vai ter. Mas a sensação de usar o que quiser, ai fica difícil. 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Fotos Novas: Parque

 Orquidário 

2026 Céu Azul 💙 


2026 Luz 🕯️ 


2026 Orquídeas ✨

                        

                     2026 Foto do Triciclo


terça-feira, 7 de abril de 2026

intrusos


a chuva cai forte lá fora, eu não tenho nenhum pouco de sono. Sinto besouros no meu ouvido, e na escuridão algo me vigia. Eu sei. Eu vejo a sombras dela na escuridão. 
você comeu muito minha querida? Ela sussurra de leve no meu ouvido. Eu me encolhi na cama, senti a bile no céu da boca. — eu não deveria ter comido aquilo tudo. 
sibilando no escuro, ela torna a falar: os meses estão se passando, e você é a única continua... Continua nojenta, continua gorda, oleosa, feia... — ela ri.
coço as cicatrizes de maneira feroz, queria que todas se abrissem, que todas jorrasse sangue, sangue vermelho, a ponto que de ficar apenas um boneca mole.
Ela tem razão. ( Penso ) 
Tristeza que se acumula nos móveis, nas roupas, na mobília inchada devido as infiltrações e o mofo. Mofo que compartilho na minha pele, nos meus olhos.O acúmulo de fracassos marcam a minha pele. 
estou rachando, estou quebrando, mas meus cacos não finos e delicados. São grossos, camadas e camadas de argila fui feita. Sou pesada. Torta. Desengonçada. — ela ri.
Sussurrando no escuro, me encarando, me vigiando — deprimente. Deprimente. A sua inutilidade me dói os ossos. Me dói o espírito. — ela ri mais alto ainda...
não existe mais inútil do que um ser humano que não consegue nem mesmo morrer...